Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

subjectividades

pensamentos, opiniões, reflexões, estados d'alma e afins...

subjectividades

pensamentos, opiniões, reflexões, estados d'alma e afins...

21 Mar, 2021

esperança

Assim como há esperanças que tardam, há esperanças que vêm. As esperanças que tardam tiram a vida; as esperanças que vêm, não só não tiram a vida, mas acrescentam os dias e os alentos dela. (Padre António Vieira)
14 Mar, 2021

life drama?

Go for a run! There's nothing quite like trading a mental discomfort for a physical one. É por isto que corro há quase cinco anos. Durante uma hora (ou mais), consigo trocar o desconforto mental, provocado pelos problemas do dia-a-dia, por um desconforto físico com origem na corrida. E, porque as dores no corpo são fugazes, quase todos os dias tenho de as renovar! Já as outras, são quase permanentes...    
13 Mar, 2021

escrever

Faço minhas estas palavras de Isabel Leal: Escrever deve ser, tem de ser, uma qualquer forma de catarse de expurgação, de esvaziamento. Um deitar fora, ainda que esbanjando emoções, um descarregar de conflitos, tensões, agonias, incómodos, que ao passarem a ter existência própria num texto, ainda que descontínuo e fragmentado, nos aliviam do peso de estarmos cheios de razões, de opiniões, de zangas avulsas e pequenas obsessões mais irritantes que inquietantes. Tenho de ser (...)
O que há em mim é sobretudo cansaço — Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A subtileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto em alguém, Essas coisas todas — Essas e o que falta nelas eternamente —; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não (...)
01 Mar, 2021

mãe

«Mãe: Que desgraça na vida aconteceu, Que ficaste insensível e gelada? Que todo o teu perfil se endureceu Numa linha severa e desenhada? Como as estátuas, que são gente nossa Cansada de palavras e ternura, Assim tu me pareces no teu leito. Presença cinzelada em pedra dura, Que não tem coração dentro do peito. Chamo aos gritos por ti — não me respondes. Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio. Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes Por detrás do terror deste vazio. Mãe: Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Em algum ponto das nossas vidas acabamos por fazer algo que não devíamos ou por cometer erros que pensávamos que nunca seríamos capazes de cometer. Isso não quer dizer que sejamos más pessoas; significa apenas que não somos perfeitos. Nestes momentos, tudo é posto à prova! As nossas amizades, os nossos relacionamentos e, sobretudo, nós com nós próprios. Questionamos quem somos e quem ainda podemos ser. No processo, quem aceitará que somos apenas humanos e que admitimos (...)
25 Fev, 2021

amante da solitude

Nesta coisa do correr em que eu fiquei viciado vai para cinco anos, dá-me particular prazer poder fazê-lo na companhia dos meus amigos e companheiros de vício. Principalmente se o percurso for assim para o longo. Vamos na conversa, mandamos umas bocas uns aos outros, e o tempo acaba por passar mais rápido (na realidade não passa, mas fica-se com essa sensação). Mas, dias há em que se impõe correr sozinho. De preferência, por caminhos fora do perímetro urbano, sem o ruído da (...)
«Oh como se me alonga de ano em ano A peregrinação cansada minha! Como se encurta, e como ao fim caminha Este meu breve e vão discurso humano! Minguando a idade vai, crescendo o dano; Perdeu-se-me um remédio, que inda tinha; Se por experiência se adivinha, Qualquer grande esperança é grande engano. Corro após este bem que não se alcança; No meio do caminho me falece; Mil vezes caio, e perco a confiança. Quando ele foge, eu tardo; e na tardança, Se os olhos ergo a ver se (...)
02 Jun, 2020

"ode para o futuro"

“Falareis de nós como de um sonho. Crepúsculo dourado. Frases calmas. Gestos vagarosos. Música suave. Pensamento arguto. Subtis sorrisos. Paisagens deslizando na distância. Éramos livres. Falávamos, sabíamos, e amávamos serena e docemente. Uma angústia delida, melancólica, sobre ela sonhareis. E as tempestades, as desordens, gritos, violência, escárnio, confusão odienta, primaveras morrendo ignoradas nas encostas vizinhas, as prisões, as mortes, o amor vendido, as (...)
Uma dos aspectos que o (des)confinamento veio mostrar é que as mais pequenas actividades, anteriormente consideradas banais porque faziam parte do nosso dia-a-dia, são agora encaradas de forma diferente e propiciadoras de uma grande dose de prazer. A última vez que visitei o meu barbeiro foi antes da declaração do primeiro Estado de Emergência e apenas para aparar a barba. Quer isto dizer que não cortava o cabelo há bem mais de dois meses (logo eu, que não gosto de cabelo muito (...)