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subjectividades

pensamentos, opiniões, reflexões, estados d'alma e afins...

subjectividades

pensamentos, opiniões, reflexões, estados d'alma e afins...

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Em algum ponto das nossas vidas acabamos por fazer algo que não devíamos ou por cometer erros que pensávamos que nunca seríamos capazes de cometer. Isso não quer dizer que sejamos más pessoas; significa apenas que não somos perfeitos.

Nestes momentos, tudo é posto à prova! As nossas amizades, os nossos relacionamentos e, sobretudo, nós com nós próprios. Questionamos quem somos e quem ainda podemos ser. No processo, quem aceitará que somos apenas humanos e que admitimos cometer erros? Quem nos vai perdoar e ter fé em nós? O suficiente para saber que vamos aprender, crescer e mudar para melhor.

Nesses mesmos momentos, encontramos os verdadeiros, os melhores. Aqueles que, por mais difícil e louco que possa parecer, nos amarão o suficiente, o suficiente para ficarem e começarem de novo connosco.

Podemos escolher deixar que esses erros nos consumam e que, em seguida, nos definam. Mas, também, podemos escolher confessá-los, pedir perdão por eles e superá-los. Devemos saber sempre que, apesar e por causa desses erros, nos podemos tornar pessoas melhores.

Não importa o que aconteça, quem fica ou quem se vai embora, quem luta ou quem desiste de nós. O importante é que nunca devemos deixar de nos amarmos e de acreditarmos em nós mesmos, sabendo que não somos pessoas terríveis e que cometer erros acontece mesmo aos melhores de nós.

Não importa o que aconteça, nunca devemos deixar de ter esperança, mantendo a fé e acreditando que um dia nos vamos redimir de tudo e aí mesmo, saberemos, como indivíduos em maturação e crescimento, que finalmente teremos nossa segunda oportunidade.

25 Fev, 2021

amante da solitude

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Nesta coisa do correr em que eu fiquei viciado vai para cinco anos, dá-me particular prazer poder fazê-lo na companhia dos meus amigos e companheiros de vício. Principalmente se o percurso for assim para o longo. Vamos na conversa, mandamos umas bocas uns aos outros, e o tempo acaba por passar mais rápido (na realidade não passa, mas fica-se com essa sensação). Mas, dias há em que se impõe correr sozinho. De preferência, por caminhos fora do perímetro urbano, sem o ruído da cidade. No meio da natureza, só eu e os meus pensamentos.

Gosto particularmente do percurso onde visito, ao longe, esta pinheira. A minha amiga! Não sei porquê mas, desde a primeira vez que ali passei, fiquei fascinado com aquela paisagem: terra de cultivo de um lado e um eucaliptal do outro e uma - apenas uma - pinheira no meio. Rodeada de companhia mas, simultaneamente, sozinha. E não há uma única vez que ali que não a fotografe. Talvez o meu enorme fascínio se deva ao facto de ver, nesta imagem, o reflexo daquilo que sou: alguém rodeado de amigos e de pessoas que gostam e se interessam por mim, mas amante de estar sozinho.

Gostar de estar sozinho não significa solidão. Aliás, há quem se sinta profundamente solitário mesmo estando rodeado de pessoas. Solitude é a expressão que se usa para definir este prazer de estar sozinho e, embora se use pouco na língua portuguesa, tem um significado distinto de solidão. É escolher ser sozinho e ser feliz com essa escolha. É uma pessoa sentir-se bem consigo mesmo, ainda que esteja sozinho. Ou, simplificando: «solitude expressa a glória de estar sozinho e solidão expressa a dor de estar sozinho».

Não sei se gostar de se estar sozinho é bom ou é mau. Apenas sei que, quanto mais tempo passo sozinho, mais vontade tenho de assim continuar.